sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Impossível fugir a esta dura realidade ...

A falta de mulheres complica o protocolo de estado...

Política figueirense: a silly season fora da época... (V)

"A Concelhia do MPT/FFoz anuncia que já escolheu o candidato para as próximas eleições autárquicas (2017) e tem definida uma estratégia para projectar a cidade da Figueira da Foz para o futuro que merece. Contamos convosco!!"



Nota de rodapé.
Quem não tiver algum pulmão, desista desde já, pois a subida vai ser difícil.
Isto vai doer a valer. 

Já agora, mais uma informação sobre política partidária.
A Assembleia de Secção do PSD, da Figueira da Foz, reúne hoje, pelas 21h30m, na sede sita na Rua da Liberdade, nº. 6, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Informações;
Análise da situação política.

Os motores das máquinas estão a aquecer...
Eleições a quanto obrigas! 

Então, dê-me dois copinhos de Aldeia Nova

Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns administradores competentes.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns administradores competentes!
Empregado: Administradores competentes e com declaração não temos.
Mulher: Então dê-me o Paulo Macedo mais o Rui Vilar

Este país vai de mal a pior e quando em vez de quererem conhecer os currículos de um gestor de um grande banco os nossos políticos querem conhecer e tornar públicos o seu património só pode ser por estarem parvos ou doidos. O mais grave é que da extrema-direita à extrema-esquerda todos ficaram felizes. Quem não tem razões para festejar tanto oportunismo, tanto jogo baixo, tanto movimento de lóbis, tanta corrupção ética é o país e os portugueses. Com a aproximação do Natal todos precisamos de uns copinhos de Aldeia Nova, nada como sermos tratados como perus para que suportemos tudo aquilo a que assistimos na CGD. Aliás, se é para matar o banco também lhe podem dar dois copinhos de aguardente.
Via Jumento

A Figueiral precisa, urgentemente, de explorar a sua riqueza. Na Figueira, a pobreza não aguenta mais ser explorada...

Para ler melhor, clicar na imagem
"Gilberto Ferreira tem 61 anos e vive numa casa, na Fontela, Vila Verde, que pode ruir a qualquer momento. Parte do telhado já caiu, o soalho há muito que desapareceu e, quando chove, nem os oleados evitam a inundação. Não tem electricidade nem água. 
O antigo armador de ferros da construção civil recebe 180 euros do Rendimento Social de Inserção. «Deixei de trabalhar para tomar conta da minha mãe [que faleceu há oito anos]. Com esta idade, ninguém me dá trabalho», disse a Jot´Alves do jornal AS BEIRAS.
Nesta notícia, sem puxar muito pelos pormenores, surgem logo 4 coisas.
A saber: o desemprego, a miséria, a pobreza e a solidão...

Haja misericórdia (II)

"Em 2001 tive de escolher entre continuar na Câmara da Figueira da Foz e ser candidato a um segundo mandato ou aceitar o convite/solicitação de Durão Barroso, então presidente do PSD, para ser candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. As sondagens davam-me, na altura, mais de 70 por cento dos votos se me recandidatasse na Figueira e os estudos de opinião sobre Lisboa apontavam para uma derrota com vitória de João Soares

Aconteceu-me algo de parecido agora, com o convite que me foi feito pelo meu partido – e que já foi confirmado pelos seus responsáveis – para me candidatar de novo à Câmara Municipal de Lisboa. Desta vez, fiz uma opção diferente e optei por continuar onde estou. Seria para mim praticamente impossível dizer na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que a trocava pela Câmara Municipal da mesma cidade. As responsabilidades que tenho na minha vida pessoal, familiar e profissional privada também não facilitavam uma resposta afirmativa. Mas foi a ligação ao trabalho que está a ser desenvolvido na Misericórdia que mais pesou na conclusão a que cheguei. Considero um privilégio poder continuar a servir os que mais precisam nesta instituição com uma tão relevante história. Hão de compreender que não me é indiferente ser de novo convidado, quinze anos depois da primeira vez, para concorrer a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Depois de ter vencido em 2001, recusaram-me a possibilidade de uma candidatura em 2005. Convidaram-me em 2009 e aceitei. Puseram- -me a questão em 2013 – a concelhia –, eu disse que não, e agora foi o que é público. Já noutras ocasiões lembrei que a vida é feita de escolhas e privilegiado é quem pode decidir entre dois caminhos fantásticos. Sou grato a quem me convidou, mas esta é a decisão que me faz ficar bem com a minha consciência."
Pedro Santana Lopes, via CM

Nota de rodapé.
Pois...
Doutor Santana Lopes: continue então o trabalho, preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. 
Porque a sua consciência é o que você é.
A sua reputação é o que os outros pensam de você. 
E o que os outros pensam, é problema deles.
Oscar Wilde dizia que "consciência e cobardia são realmente a mesma coisa. Consciência é o nome comercial da firma - eis tudo!"

Haja misericórdia...

Hoje, no Diário de Notícias, pode ler-se que Santana Lopes, "antigo líder do PSD quer ficar na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e deixou o partido descalço na capital."
Na notícia hoje publicada no DN, pode ler-se ainda que Santana Lopes tornou pública a decisão de não avançar para a Câmara de Lisboa numa entrevista que sairá na edição de amanhã do Expresso! 
"Não serei candidato à Câmara de Lisboa"
Mas, de harmonia com a notícia que temos estado a citar, "foi na quarta-feira que a terá comunicado a Passos Coelho e ontem ao presidente da concelhia de Lisboa do PSD, Mauro Xavier, ao líder da distrital Miguel Pinto Luz, e ao coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras."

Tudo isto não passa do espectáculo em torno de Santana Lopes.
Neste País, todos sabiam, incluindo eu, pelo menos, desde 18.07.2016, que Pedro Santana Lopes não pretendia ser candidato à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições autárquicas de 2017.
Na altura, em declarações ao Expresso, "Santana Lopes referiu que não pretendia condicionar a estratégia do PSD e acrescentou que o dossiê está bem entregue a Pedro Passos Coelho. O ex-presidente dos sociais democratas considera que os convites merecem uma profunda reflexão, mas que nem sempre são compatíveis com os tempos mediáticos e da política."

Portanto, Santana Lopes não ser candidato à Câmara de Lisboa, neste momento, não é notícia. 
Notícia, seria o contrário: ele ser candidato.

Houve tempo em que a boa memória, para além de um elogio, era uma realidade!

Portanto, "não se esqueçam de que Portugal teve um primeiro-ministro que descobriu a pólvora, se os portugueses passassem a ganhar metade e as empresas tivessem mais lucros e menos impostos Portugal seria um país competitivo, tão competitivo que até foi para o Japão garantir que em poucos anos sereia mesmo um dos mais competitivos do mundo. 

Como o objectivo era desvalorizar o factor trabalho socorreu-se de todas as artimanhas para que quem tinha salários ganhasse cada vez menos e trabalhasse cada vez mais. Começou pela Função Pública, inventou um desvio colossal, que mais não era do que o buraco financeiro da Madeira, e cortou-lhes no vencimento. Depois de tratar dos funcionários foi aos do sector privado, a ideia era aumentar-lhes a TSU e dá-la aos patrões. Só que o povo não deixou e em vez disso aumentaram o IRS, para depois diminuírem o IRC."

Para continuar a ler, clicar aqui.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A sociedade do plástico...

Crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS, pelo Rui Curado da Silva
O plástico é uma praga na sociedade em que vivemos. 
Invadiu tudo: temos a comida de plástico, temos os copos de plástico, e até o dinheiro de plástico... 
Mas há mais: até temos pessoas  de plástico... 
E, nos dias que correm, o que é mais grave, até as quecas já não dispensam  o plástico!..

A gente sabe que trabalhar o esgoto é uma merda que não rende votos, mas fica esta postagem a "quem de direito"...


Zona Emanha- Galante: obras de fachada fazem-se...
E onde ficaram as obras estruturantes a encaminhar os esgotos pluviais?..


Já agora, porque o tema é actual, ficam algumas fotos da praia, da área onde estão as "famosas árvores"...

Por onde anda o "Menino Guerreiro"?

"É sabido que está na natureza de Pedro Santana Lopes ser um potencial candidato a todo o tipo de vagas que apareçam, desde que os cargos o remunerem devidamente. Se vai haver uma vaga no Sporting o Santana é candidato, se vai abrir uma vaga em Belém Santana é candidato, se a Santa Casa precisa de provedor Santana está disponível, se a liderança do PSD está a cair Santana ajuda a fazer cair e oferece-se para o penoso cargo.

O problema é que quando estão em cargos públicos há o problema dos dois pássaros a voar e Santana começa a fazer jogo duplo. Quando tomou posse de Provedor Santana fez constar que se ia dedicar ao cargo, mas parece que já se esqueceu e depois de o seu nome aparecer para a CML, surge para a liderança do PSD.

Se Santana é mesmo candidato a despachar Passos Coelho o mínimo que se lhe exige para que não seja mais um coxo na liderança do seu partido é que se demita da Santa Casa."

Em tempo.
"Já disse várias vezes: tenham em atenção Marques Mendes e Santana Lopes. Em vez de olharem para o campeonato regional, olhem para a primeira liga, onde têm Pedro Santana Lopes, que já começou a olhar para o tema, e Marques Mendes, que acho que será coagido por alguém a olhar para o tema".

Política figueirense: a silly season fora da época... (IV)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma das características que me agrada nas crónicas de Daniel Santos, é a sua textura

"Saudades do futuro", hoje publicada no jornal AS BEIRAS, é disso prova.

Só porque sou o gajo mais pluralista e democrata que conheço, deixo-vos esta visão de Fidel...

"Fidel é muito criticado tanto pela direita mais hard como pla esquerda soft. Um tirano, dizem eles. É assim a vida; há quem pense que é possível que um jardineiro possa produzir belas e cheirosas rosas ou morangos sem sujar as mãos com estrume. Mas não é. 
Fidel sobreviveu a seiscentos e tal atentados dUSAmericanos e morreu, como outro célebre cavaleiro andante, tranquilamente, na cama. Todavia, ao contrário deste, não consta que se tenha arrependido de nada. É preciso cojones, pendejos."

Via o sítio dos desenhos

Rotunda da Serra da Boa Viagem: em 2009 - 4 PINHEIROS. Em 2011 - 3 PINHEIROS. Resultado: em 2016, 2 pinheiros que eram 4!..

A Câmara Municípal da Figueira da Foz decidiu, um dia destes, destruir um pinheiro manso. 
Porquê? 
Segundo o ambientalista João Vaz, ainda não se sabe. 
Mas, sabia-se que aquele pinheiro estava ali, sem incomodar ninguém, há mais de 40 anos... 
Sabe-se, também, que há falta de transparência na gestão das árvores da cidade - corta-se a torto e a direito sem que sejam apresentadas razões técnicas evidentes. 

Ora, dado que o pinheiro manso está na ordem do dia na Figueira, venho contar-vos uma história verídica. 
Para abreviar, recuemos a 2009.
A imagem mostra que na Rotunda da Serra da Boa Viagem, como homenagem àquele ex-libris figueirense, estavam lá plantados 4 pinheiros mansos
Esse, foi espólio o arbóreo herdado, naquele local, em 2009, pelo presidente Ataíde
Em 2011, porém, como a foto abaixo mostra, já só lá estavam 3!..
E em 2016, hoje, também como a foto mostra, já só lá estão estão 2!.. 
Recordemos aqui as palavras de Carlos Monteiro, ontem publicadas no jornal AS BEIRAS, na notícia do impedimento do corte de um pinheiro manso pelos moradores de uma praceta que conflui com a rua Dr. Luís Carriço. 
Passo a citar.
"A Associação Recreativa da Malta do Viso, com instalações naquela zona, fez, através de nota de imprensa, denúncia pública da ocorrência, considerando-a “um crime ambiental” e reivindica que a Câmara da Figueira da Foz “encontre formas para minimizar este crime”
Devido ao protesto da vizinhança, o pinheiro não foi totalmente cortado. 
“Houve uma informação dos serviços da câmara que, atendendo a um ramo que já tinha caído e que fragilizou outro ramo, a árvore colocava em risco pessoas e bens, e decidiu-se cortá-la, tendo em vista o aviso amarelo anunciado para o fim de semana”, justificou o vereador Carlos Monteiro. 
O titular do pelouro do ambiente acrescentou que “a política da autarquia não é a de cortar árvores, mas sim plantá-las”
E deu os exemplos do parque municipal de campismo, junto à rotunda Baden Powell, e no Saltadouro, onde foram plantadas várias dezenas de árvores. 

Perante estas palavras do vereador Carlos Monteiro, a Figueira tem mais um mistério dos mistérios: o desaparecimento dos pinheiros mansos da Rotunda da Serra da Boa Viagem!...

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (V)

imagem sacada daqui

Deixem-me rir, pois andam para aí a dizer que os EUA são o paraíso terrestre das virtudes democráticas...

Política figueirense: a silly season fora da época... (III)

Autárquicas 2017: o regime começa a agitar-se...
Se a obra não começar, o que muitas vezes acontece, fica registada, desde já, a intenção de a fazer!..
Nada de mais, pois o circo é mesmo assim: acaba por não existir nele tudo quanto é anunciado na propaganda.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Os nossos comentadores merecem ser citados...

Só porque sou o gajo mais pluralista e democrata que conheço, deixo-vos (mais) esta visão de Cuba...

Adriano Miranda
"Nunca fui turista em Cuba. Nunca dormi num hotel nem molhei o cu em Varadero. Ganhei enormes bolhas nas mãos. Rebentaram-se os lábios de tanto cieiro. Transpirei ao ritmo da catana e da enxada.

O povo cubano é diferente. Não parece deste mundo. Eu, fruto do capitalismo desenvolvido sentia-me pequeno perante a grandeza de tamanha gente. Culta, interessada, inteligente e coisa rara, humana.

Respirava-se outros valores e fiquei sem respiração quando um velho me convidou a entrar na sua casa. Olha, tenho casa, televisão, banheiro e até batedeira. O velho em novo foi criado de americano. Não tinha nada, só as suas mãos e a força do saber que alguma coisa tinha que mudar. A revolução deu-lhe quase tudo. Outras tantas faltarão.

Depois de meses a aprender a ser cubano aprendi que nunca lá chegaria. Numa noite de trovoada, a Ângela, uma negra grande e linda, olhou-me nos olhos e disse "fica". Não fiquei. Não tinha a grandeza humana que um cubano tem.

Depois de meses em Cuba regressei a Portugal e todos os santos domingos ia a uma cabine telefónica para ouvir a voz doce de Ângela.

Um dia a Ângela aterrou na Portela. Foram dias loucos. E numa noite num hotel em Lisboa olhei-a nos olhos e disse "fica". Não ficou. Tinha que ajudar Cuba. O amor impossível findou. Ficámos os dois nos seus mundos tão distantes e tão próximos. Nunca mais voltei a aterrar em Havana."

Queria tanto ser cubano, é uma crónica de Adriano Miranda, fotojornalista do Público. Pode ser lida na íntegra, clicando aqui.

Para mostrar os erros crassos deste executivo camarário, é só ler esta notícia. Cá estão as suas melhores qualidades: o desconhecimento e a ignorância...